
Abre teu coração.
E vê que nele não cabe tudo,
Todas as emoções da existência.
Vê, com nítida calma
E cálida persistência
O que cabe na tua alma.
Vê se podes guardar
Todas as mares, gaivotas,
Palmeiras e ventanias...
Mas abre teu coração com cuidado.
Pois, ele é tu ferido,
Ele é tu atado,
Ele é tu alado...
Depois de dimensionar o “auê”
Que cabe em teu coração,
Aprendas de novo a amar,
Sem rancor,
Sem angustia,
Sem solidão.
Maria